Modelos de gestão e seus efeitos no espaço público: a Orla do Guaíba em Porto Alegre/RS

No Trecho 1, sob gestão privada por meio de concessão, o que se observa após as enchentes de 2024 é a permanência de áreas isoladas por tapumes, presença de mato e ausência de sinais consistentes de manutenção, requalificação ou avanço nas reformas de bares e banheiros. Parte significativa do espaço como os mirantes seguem inacessíveis à população.

No Trecho 3, sob gestão pública direta da Prefeitura de Porto Alegre, as obras demoraram a iniciar, mas foram executadas. Hoje são visíveis as ações de limpeza, recuperação do piso e organização do espaço, com reformas de bares e banheiros em fase final, permitindo a retomada do uso público e a devolução do espaço à cidade.

A análise comparativa entre os dois trechos reforça que espaços públicos demandam gestão ativa e continuada, com capacidade de resposta a eventos extremos, coordenação institucional e monitoramento permanente, independentemente do arranjo de gestão adotado.

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