O estudo investiga como diferentes classes sociais acessam os parques urbanos de Porto Alegre, analisando deslocamentos a pé, de bicicleta e por transporte público. A pesquisa utilizou o software RStudio e o pacote {r5r} para calcular tempos de viagem de 30, 60, 90 e 120 minutos, permitindo avaliar a acessibilidade espacial aos parques urbanos e sua relação com a renda da população.
Os resultados evidenciam importantes desigualdades socioespaciais: áreas centrais e populações de maior renda apresentam melhores níveis de acessibilidade, especialmente para deslocamentos a pé e de bicicleta. O transporte público, por outro lado, surge como o modo mais equitativo, ampliando o acesso aos parques urbanos e reduzindo parte dessas disparidades.
Resumo original
“Este artigo é um estudo sobre a acessibilidade aos parques urbanos de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, que tem como objetivo investigar como diferentes classes sociais acessam esses espaços. Para tal, foi utilizada uma metodologia que considera os tempos de deslocamento para determinar a acessibilidade espacial dos locais, levando em conta a distribuição espacial de nove parques urbanos e avaliando o desempenho dos modos a pé, de bicicleta e de transporte público. Para calcular e determinar a acessibilidade considerando o custo do deslocamento em termos de tempo, foi utilizado o software RStudio por meio do pacote {r5r}. Mapas de oportunidade espacial dos grupos socioeconômicos foram gerados cruzando-se os dados de acessibilidade previamente calculados com as informações de renda por hexágono, calculando-se a distribuição da acessibilidade da população em cada nível de renda e ponderando-se o nível de acessibilidade. Obteve-se a distribuição da acessibilidade das pessoas localizadas nas origens de um determinado decil de renda, gerando-se gráficos conforme o tempo de viagem (30, 60, 90 e 120 minutos). A análise destaca uma desigualdade significativa no acesso aos parques urbanos de Porto Alegre. A acessibilidade a pé é a mais restrita e desigual, beneficiando principalmente áreas centrais e classes de maior renda. Embora o uso da bicicleta amplie o alcance aos parques em comparação com o deslocamento a pé, ainda persistem desigualdades significativas. O transporte público surge como o modo mais equitativo, oferecendo maior cobertura e potencialmente reduzindo disparidades.”
Original abstract
“This article is a study on accessibility to urban parks in Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil, which aims to investigate how different social classes access these spaces. For this purpose, a methodology that considers travel times was used to determine the spatial accessibility of places/locations, considering the spatial distribution of nine urban parks and evaluating the performance of walking, cycling, and public transport. To calculate and determine accessibility considering the cost of travel in terms of time, the RStudio software was used through the {r5r} package. Spatial opportunity maps of socioeconomic groups were generated by crossing with the accessibility data previously calculated, with the income information per hexagon, the distribution of accessibility of the population of each income level was calculated, and the weighting of the accessibility level was made. The distribution of accessibility of people located in the origins of a certain income decile was obtained, generating graphs according to travel time (30, 60, 90, and 120 minutes). The analysis highlights significant inequality in access to urban parks in Porto Alegre. Accessibility on foot is the most restricted and unequal, benefiting mainly central areas and higher income classes. Although cycling increases the reach of parks compared to walking, it still faces significant inequalities. Public transportation emerges as the most equitable mode, offering the greatest coverage and potentially reducing disparities.”
Link para o Artigo Completo: https://revistas.rcaap.pt/finisterra/article/view/41818







